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DEMOCRACIA

Interventora não quer participação direta dos técnicos na Comissão de Teletrabalho

Data de Publicação: 17/02/2021

Resposta foi enviada por ofício ao Sintufs nesta quarta-feira (17)

Cinzas de carnaval, cinzas da democracia. A interventora Liliádia Barreto se recusou nesta quarta-feira de cinzas(17), a ampliar a representação dos técnico-administrativos eleitos em assembleia no Grupo de Trabalho (GT) sobre Teletrabalho da UFS. A resposta foi comunicada por ofício endereçado ao Sintufs, autor do pedido em 12 de fevereiro.

O GT foi criado no dia 19 de janeiro, através da Portaria n° 74/2021, e tem por objetivo formular uma proposta de regulamentação do Teletrabalho a ser apresentada ao Conselho Universitário (Consu) em 45 dias. Ele é composto por um representante titular do Sintufs eleito em assembleia, um representante titular da Adufs e dez representantes indicados pela interventora.

“Como um GT que vai definir algo tão importante para a categoria dos técnicos e dos docentes, que vai mexer com a rotina de milhares de pessoas, só tem um representante de cada entidade de classe? Isso é absurdo. Por que ter medo da comunidade acadêmica”, retrucou Leina Costa, coordenadora do Sintufs.

PROPOSTA POLÊMICA

A proposta de teletrabalho é alvo de uma série de polêmicas e críticas, sobretudo pela forma como é tratada pela Instrução Normativa nº 65/2020 do Governo Federal. Em nota publicada ainda nesta quarta-feira (17), as entidades da Comunidade Acadêmica da UFS fazem uma série de questionamentos à forma e aos prazos impostos para o GT.  

“Um prazo de apenas 45 dias para elaborar uma proposta sem um estudo bem elaborado e condizente com as realidades acadêmicas, nos parece totalmente inadequado e com tendência a esvaziar e enviesar a questão”, afirma a nota.

RESPOSTA

Através  do Ofício nº 039/2021 enviado ao Sintufs, a interventora argumenta que a comissão “também é composta por servidores que tem se manifestado em nome do interesse dos demais colegas de classe”, além de sugerir que o Sintufs convide a Comissão “sempre que for agendada reunião ou assembleia, no âmbito da sua organização, para debates, elaboração de pesquisas, apresentação de resultados ou audiência da classe sobre o Programa de Gestão ou o teletrabalho.”

A coordenadora do Sintufs retruca a sugestão -  tida por ela como, no mínimo, estranha -  e ressalta que apenas a participação direta da categoria pode corrigir o déficit de representação presente no GT.

  “A comissão pode vir pra assembleia do Sintufs, só não pode deixar que a categoria escolha diretamente seus membros? Nos parece uma proposta muito estranha. Quem não foi eleita para exercer o cargo de reitora não pode mesmo ter apego à democracia e à vontade das bases. Por que não deixar que os técnicos escolham seus representantes de forma direta? O representante do Sintufs foi escolhido em assembleia, por que tanto medo?”, afimou.