Toda a categoria dos Técnico-administrativos em Educação da UFS obtiveram uma conquista vinda com muita luta. Com apenas quatro votos contrários, o Conselho Superior - CONSU – aprovou, no dia 27 de agosto, o texto da Resolução que prevê direito de pleitear o afastamento cursos de pós-graduação e qualificação realizados dentro ou fora do estado.
"Os trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS são uma categoria em luta pela capacitação e qualificação. Por mais que não parecesse, as condições materiais injustas impostas dentro da instituição significavam insucesso e desistência na progressão da carreira, sendo, muitas vezes, atribuído a ele mesmo o seu insucesso, por não ter sido 'suficientemente bom ou competente' para garantir uma maior qualificação e capacitação", avalia Elayne. O prazo máximo para afastamento é de 24 meses para mestrado, 48 meses para doutorado e 12 meses para pós-doutorado.
EMBATE
Em duas reuniões do CONSU sobre a Resolução, a defesa do SINTUFS se atrelou ao fato de que as diferenças materiais da sociedade são encobertas pelo discurso de oportunidades iguais, o que decorre pelo discurso de que “todos são iguais perante a lei”, combinados com a meritocracia e alimentando, assim, um sistema no qual nunca haverá chances para todos, não importa o quão se esforcem.
"Ao lutar no CONSU por uma melhor política de qualificação e capacitação, com melhores oportunidades e garantindo à categoria a possibilidade de pedir afastamento para cursos de pós-graduação em Sergipe, o Sindicato buscou sanar as contradições que estavam postas aos trabalhadores da UFS", completa a presidente em exercício.
Para além desta conquista, nosso objetivo é construir espaços de formação político-militante para que os trabalhadores possam entender a causa dos problemas que enfrentam, através de esclarecimentos sobre estrutura econômica, contradições do capital e como funciona a sociedade, bem como a busca pela valorização do conhecimento em seu sentido amplo, não restrito à técnica ou ao direcionamento mercadológico.
A realidade dos trabalhadores não será modificada até que o horizonte da luta seja o fim da desigual condição em que vivemos. Por isso reforçamos nosso lema: só a luta coletiva muda a vida!