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MANOBRA

Reitoria faz manobra no Conepe e aprova Ensino Híbrido sem passaporte vacinal

Data de Publicação: 22/11/2021

O SINTUFS informa à comunidade acadêmica sua posição contrária à norma do Ensino Híbrido Emergencial (EHE) e à forma como esta foi aprovada no CONEPE/UFS a última quarta-feira, 17/11. Em outubro, quando a norma ainda estava em formato de proposta, o SINTUFS enviou à PROGRAD ofício relatando sua preocupação e discordância relativa a diversos pontos, como por exemplo o fato de que, ao possibilitar a coexistência dos formatos presencial, remoto e híbrido a Administração Geral e Acadêmica não apresentaram estudos sobre o impacto que esta solução emergencial irá causar às técnicas e técnicos administrativos da UFS, a exemplo da sobrecarga de trabalho e a necessidade de recomposição de cargos nos referidos setores acadêmicos, visto que se apresenta a possibilidade de aumento do número de turmas, respeitando o que prevê o Plano de Retomada e Protocolo de Biossegurança da UFS, assim como o cumprimento da carga horária do componente curricular.

Além disso, a norma não apresenta soluções logísticas e operacionais para a realização de todas as abordagens referidas, a exemplo da aquisição e disponibilização de equipamentos: computadores, webcams e demais sistemas de atendimento remoto físicos. Situação que em quase dois anos de pandemia tem onerado discentes, docentes e demais trabalhadores em educação.

Para piorar, em votação derivada da anterior, quando foi pautada a necessidade de passaporte vacinal para as atividades acadêmicas presenciais, bandeira esta que o SINTUFS defende veementemente, houve uma manobra regimental para que nem as discussões, nem as emendas, além daquelas deixadas de fora no parecer do relator, pudessem ser apresentadas naquele momento. Estas foram inicialmente permitidas para apresentação dos conselheiros via chat, porém não foram aceitas para votação, como a necessidade de vacinação para acessar a instituição, ficando apenas a proposta inicial de uso de máscara e termo de responsabilidade com a coletividade.

O SINTUFS seguirá lutando para pautar novamente esta discussão em todas as instâncias possíveis. Não somos os culpados pela pandemia, não somos imunes, e não pagaremos pela desorganização e criação de demandas sem planejamento, que via de regra sobrecarregam a categoria de TAEs.

Coordenação Executiva do SINTUFS

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