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GREVE GERAL

28 de abril a 1º de maio: dias de luta e resistência da Classe Trabalhadora

Data de Publicação: 01/05/2017

Hoje é dia mundial da trabalhadora e do trabalhador. No Brasil, não há como fazer referência a este dia sem considerar a grande GREVE GERAL que parou o país no dia 28 de abril de 2017. Desde essa data, o trabalhador brasileiro encheu-se de esperança ao perceber o tamanho do poder que tem em suas mãos e que é possível construir a unidade de classe para mudar o rumo da nossa história.

Desde o início do governo golpista, os ataques não cessaram sobre os direitos dos trabalhadores e da juventude. O conjunto de contrarreformas que desmontam a Constituição Federal de 1988 está sendo aprovado de forma extremamente antidemocrática por um Congresso de parlamentares corruptos e que não representam o interesse da maioria do povo brasileiro. Por isso, não há o que comemorar. As políticas públicas de Assistência Social, Saúde e a Educação não tem como sobreviver com os mesmos recursos por 20 anos, a reforma antidemocrática do ensino médio não atende aos anseios dos jovens brasileiros e a aprovação da lei de terceirização de todos os serviços precisa ser revogada. As propostas de emendas constitucionais que retiram os direitos trabalhistas da CLT e que acabam com a nossa previdência social NÃO PASSARÃO!

A indignação e a revolta tomaram conta do país. Foram mais de 35 milhões de pessoas nas ruas. Em Sergipe, foram 60 mil marchando contra as reformas trabalhista, da previdência e a nova lei que amplia a terceirização. Mais de 50 sindicatos e suas centrais sindicais construíram com os movimentos sociais a GREVE GERAL que parou o estado. O SINTUFS, a ADUFS e os estudantes garantiram a adesão da UFS ao movimento. A unidade entre os sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais e da juventude garantiu o não funcionamento do transporte público, das escolas e do comércio em Aracaju.

Depois de 100 anos da primeira GREVE GERAL, a vitória é da resistência contra a ofensiva do capital sobre nossas vidas e nossos direitos! A grande mídia e o governo não querem admitir a força do movimento, mas, só no comércio, o impacto da GREVE GERAL foi superior a R$ 5 bilhões! O discurso da geração de emprego com as reformas não engana ninguém: emprego sem direitos, é trabalho escravo! Se os golpistas não recuarem, a resistência vai crescer ainda mais e a classe trabalhadora já provou que está disposta a ir à luta!

No dia do trabalhador, a reverência é o sucesso da GREVE GERAL! A palavra de ordem se concretizou: ou param as reformas ou paramos o Brasil! Parabéns a todas as trabalhadoras e trabalhadores pelo seu dia! Sigamos fortes e unidos na luta!

Coordenação Executiva do SINTUFS
Gestão: "A luta continua: Nenhum direito a menos!"
Biênio 2017/2018