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GREVE GERAL

30J - Trabalhadores resistem contra a repressão do Estado e do capital

Data de Publicação: 01/07/2017

Enfrentando uma forte chuva e uma abusiva repressão por parte das forças coercitivas do Estado, os trabalhadores em Sergipe e no Brasil levaram a cabo um importante foco de resistência e ação direta na Greve Geral da última sexta, dia 30, pautando a luta contra a retirada de direitos das reformas da previdência e trabalhista, exigindo a saída do ilegítimo Michel Temer do poder e pela realização de eleições diretas.

Os TAEs da UFS estiveram organizados ao lado de diversas outras categorias sindicais da classe trabalhadora, coletivos e juventude no fechamento do acesso ao conjunto Rosa Elze e da garagem da empresa de ônibus Progresso, assim como o fizeram outras organizações distribuídas na demais empresas de ônibus para, independente da adesão anunciada pelo sindicato dos rodoviários, impedir a circulação de um percentual de 30% dos veículos das empresas. Sem ônibus nas ruas e com o trânsito parado, além da adesão espontânea dos trabalhadores à paralisação generalizada, a Grande Aracaju, literalmente, parou.

Na rodovia Marechal Rondon, único acesso viável entre a região do Rosa Elze e Eduardo Gomes  - incluindo aí a UFS - e Aracaju, houve ação direta,  tensionamento e repressão. Ocupando e bloqueando as pistas nos dois sentidos, os trabalhadores montaram as barricadas desde as 3h, saindo em marcha do SINTUFS que funcionou como ponto de concentração para o ato. Entretanto, aproximadamente às 4h, teve início a tentativa da PM de enfraquecer a tática de resistência. O falacioso argumento de que estava ali para resguardar o "direito de ir-e-vir", na verdade, escondia a real função da repressão estatal: garantir a ordem pública, o que inclui cercear a manifestação dos trabalhadores que ocasionem real impacto no capital, através de ação direta e travando a dinâmica de exploração da classe dominante.

Após o tensionamento e liberação parcial da via, um motorista avançou sobre o bloqueio montado à altura da garagem da Progresso, quase atingindo integrantes do protesto, e logo em seguida um motociclista atropelou uma companheira que compunha o ato. Embora, felizmente, não tenha havido nenhum ferimento grave, a covarde atitude foi o estopim para que a classe trabalhadora se reagrupasse, retomasse as barricadas que já haviam sido desmontadas pela polícia e mais uma vez fechasse a pista para contribuir para a efetividade da Greve Geral, somando com diversos outros bloqueios e barricadas espalhados por diversos pontos da Grande Aracaju e no interior do estado de Sergipe.

A concepção dessa tática de enfrentamento, ainda que ocasione em alguns atritos, é evidente: se as reformas visam a atender aos interesses do capital enfraquecendo a organização e resistência dos trabalhadores ao suprimir direitos conquistados com muita luta, torna-se claro que o poder do voto e da institucionalidade está esgotado uma vez que todos as esferas do poder constituído estão tomadas pelo poder econômico, que subjuga o poder político. Por isso, a estratégia de parar tudo atinge naquilo que o capital tem de central, que é na produtividade que gera lucro apenas para uma pequena parcela da elite econômica e política privilegiada nesse país. À tarde, mesmo com a chuva continuando intensa, houve Marcha Unificada pelas ruas da capital, partindo da praça General Valadão pelas avenidas Ivo do Prado e Beira Mar.

Em breve serão deliberadas novas atividades de enfrentamento às reformas do ilegítimo e corrupto governo Temer, mais uma vez exigindo sua saída imediata da presidência e o arquivamento das reformas da previdência e trabalhista, além da convocação de eleições diretas para impedir que o executivo seja dado numa bandeja a mais uma figura política comprometida com os interesses do capital ao invés de assumir compromisso com as pautas e interesses do povo.

NENHUM DIREITO A MENOS!

Confira as imagens registradas nas barricadas próximo ao acesso à UFS, em frente à Viação Progresso, clicando aqui.