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MOBILIZAÇÃO

Após realização de Ato por Isonomia, comissão dos TAEs se reunirá com reitor

Data de Publicação: 29/05/2018

Numa manhã de mobilização na UFS esvaziada, os Trabalhadores Técnico-administrativos da UFS realizaram o Ato por Isonomia em resposta à arbitrariedade da administração da universidade em suspender as aulas novamente na terça, dia 29, porém diferentemente das suspensões anteriores, convocando os técnicos ao trabalho no expediente das 7h às 13h. Sem levar em consideração que as mesmas limitações de locomoção e segurança devido à justa greve dos caminhoneiros também atingem aos técnico-administrativos e terceirizados, a reitoria, majoritariamente gerida pro professores, mais uma vez não leva em consideração as demandas sensíveis da categoria.

A mobilização teve como mote principal a cobrança por isonomia, uma vez que havia o entendimento que apenas os serviços essenciais deveriam ser cumpridos conforme acordado entre administração e Sintufs para a emissão da nota pela UFS acerca da suspensão da segunda, dia 28. "Havia o acordo de que apenas os serviços essenciais seriam mantidos, ou seja, vigilância, manutenção, atendimento de saúde no HU de Aracaju e em Lagarto, além de concursos e outras áreas, usando o mesmo critério que se acerta durante paralisações e greve dos técnicos. O que mudou de segunda para terça?", questionou o coordenador geral do Sintufs, Fábio dos Santos.

Diante do clamor e indignação geral dos TAEs presentes no ato, a reitoria, então representada por pró-reitores - principalmente o pró-reitor de planejamento, Rosalvo Ferreira -, diretores de centro e dos campi do interior, além de assessores, acatou a solicitação inicial dos TAEs de comunicar ao reitor o pleito de que a administração da UFS receba uma comissão formada pelo Sintufs e um representante da base de cada campus da UFS, a fim de deliberar coletivamente e democraticamente quais as atribuições, serviços e setores são considerados essenciais para evitar novas arbitrariedades e abusos diante de uma conjuntura extremamente complexa em que se encontra o Brasil e Sergipe. "Queremos que seja mantida essa decisão de garantir apenas o funcionamento dos serviços essenciais e que nenhum técnico seja convocado ou coagido ao trabalho nessa difícil conjuntura em que até estado de emergência foi decretado", destaca Fábio.

A base dos TAEs deve ficar atenta aos informes do Sintufs, uma vez que, em caso de negativa por parte da administração da UFS, novas mobilizações devem ser convocadas para garantir que seja respeitado o direito a isonomia, segurança e integridade dos técnico-administrativos.