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REUNIÃO

Sintufs discute pautas de segurança e terceirizados com administração da UFS

Data de Publicação: 25/05/2018

Após a iniciativa do Sintufs de promover a Assembleia da categoria no corredor de acesso à Reitoria da UFS, os trabalhadores foram recebidos pela administração da universidade na tarde de quinta, dia 24, para tratar de questões de fundamental importância para os técnico-administrativos e toda a comunidade acadêmica. Na pauta, a situação dos trabalhadores terceirizados da UFS frente ao processo licitatório em curso para contratação de novas empresas prestadoras de serviços e a questão da segurança nos campi da instituição, assunto mais uma vez em evidência devido a casos recentes de violência do campus São Cristóvão.

Na reunião, que lamentavelmente não contou com a presença do reitor Ângelo Antoniolli, as informações foram passadas pela Pró-reitoria de Planejamento (Proplan), de modo que o pró-reitor Rosalvo Ferreira respondeu ao principal questionamento do Sintufs nesse quesito: a recontratação do atuais trabalhadores do quadro de terceirizados pelas novas empresas que vencerem as licitações. De acordo com ele, a instituição não pode interferir no processo de contratação das empresas. “Não podemos garantir que o mesmo quadro de funcionários seja mantido. Podemos recomendar, até porque essa é a vontade da administração da UFS desde que não cause dificuldades legais. Porém, se empresa não quiser acatar essa recomendação, infelizmente não poderemos fazer nada”, explica.

No processo licitatório, está previsto um total de 470 postos de trabalho para todos os campi da UFS distribuídos em cinco contratos, sendo 16 intérpretes de Libras em regime especial de contratação de intérprete substituto (semelhante ao modelo de contratação de professor substituto na UFS), 260 trabalhadores na área administrativa, 17 em audiovisual para atuação no Núcleo de Editoração Audiovisual (NEAV), 21 no Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) e 156 para limpeza interna na universidade.

SEGURANÇA
No ponto de pauta seguinte, Rosalvo iniciou com um breve histórico das políticas de segurança nos anos mais recentes da UFS, tomando como um trágico e importante marco o assassinato de Danielle Bispo dos Santos, morta pelo ex-companheiro nas dependências do Restaurante Universitário (Resun). A partir daí, segundo ele, foi criado um Grupo de Trabalho na Reitoria que implementou algumas ações, como melhorias na iluminação e a primeira etapa da instalação de câmeras de segurança no campus  São Cristóvão. 

Questionado pelo Sindicato sobre os casos mais recentes de violência e furtos no campus diante da estagnação desse trabalho de garantir segurança o pró-reitor respondeu também a uma reivindicação do Sintufs para que as decisões fossem democratizadas. “Será proposta ao Conselho Superior (Consu) a criação de um Comitê de Segurança Universitária que irá incluir as três categorias da universidade como um espaço político para orientar a área técnica junto à Divisão de Vigilância (Divig).

MANIFESTO
Com a ausência do reitor na reunião, ficou pendente a entrega em mãos de um manifesto público aprovado pelos TAEs na última assembleia da categoria em que é cobrada uma explicação e retratação do reitor Ângelo Antoniolli, que figurou numa peça publicitária do deputado federal André Moura – parlamentar ficha-suja e um dos maiores defensores do ilegítimo governo Temer. No vídeo, o reitor agradece a atuação do deputado em liberar recursos de emenda parlamentar para a conclusão da obra da maternidade do Hospital Universitário. Entretanto esquece-se que André Moura votou a favor da Emenda Constitucional 95, que limita investimentos em áreas essenciais por 20 anos no Brasil, e na lei da terceirização irrestrita, formando um pacote nefasto que precariza e sucateia ainda mais saúde e educação públicas e a situação dos trabalhadores nessas áreas, para logo em seguida se apresentar como salvador ao oferecer apenas uma migalha daquilo que o povo alcançaria se fossem respeitados os direitos sociais conquistados na Constituição Federal de 1988.

No entendimento da categoria, embora tenha total liberdade para expressar opiniões políticas asseguradas pelos preceitos democráticos, o posicionamento oficial enquanto gestor de uma instituição cujos trabalhadores e estudantes são prejudicados pelas medidas que tiveram voto favorável do deputado soa extremamente discrepante com a defesa da universidade pública. O Sintufs mantém a intenção de se reunir com o Reitor e entregar em mãos o manifesto para debater a questão de forma transparente e democrática.