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Sintufs toma medidas junto a MPT e Reitoria na defesa de terceirizados da UFS

Data de Publicação: 02/08/2018

Em meio à luta incessante na defesa dos direitos dos Trabalhadores da UFS, o SINTUFS tem realizado ações que visem garantir que os desrespeitos pelos quais passam os terceirizados que trabalham na instituição sejam sanados. Entre essas ações, a Coordenação Executiva esteve no dia 24 de julho no Ministério Público do Trabalho (MPT) para audiência com o Procurador do Trabalho Adson Souza do Nascimento, com quem foram discutidas as possibilidades de ação contra a injusta e absurda demissão de 10 funcionários da Real Service, empresa que presta serviços à Universidade. O desligamento dos terceirizados do quadro da instituição se deu meramente por terem entrado em contato com o Sindicato para resguardar seus direitos trabalhistas diante de mais um entre tantos atrasos no pagamento de salários e benefícios.

Desde que foi informada da demissão, a gestão ‘A Luta Continua – Nenhum Direito a Menos’ mobiliza a comunidade acadêmica para denunciar a injustiça, defendendo que os trabalhadores sejam readmitidos e que a administração da UFS também intervenha pela readmissao dos funcionários. Entretanto, após a realização de manifestação em defesa dos trabalhadores demitidos no campus São Cristóvão, no último dia 11, a reitoria informou que não pode arbitrar sobre a decisão da empresa, mas que reconhece a importância desses funcionários.

Quanto à perseguição e ao assédio aos trabalhadores, o Escritório de Fiscalização dos Contratos (EFISCON-UFS) se comprometeu em emitir documento à empresa Real Service condenando esse tipo de prática dentro da Universidade, sobretudo mediante denúncias feitas pelo Sindicato a respeito dos constantes abusos contra os trabalhadores praticados por várias empresas que prestam serviços à instituição. Conforme reivindicado pelo Sintufs, a reitoria também confirmou aumentar o número de servidores efetivos no EFISCON.

"Independentemente se o contrato é feito diretamente com a empresa e a Reitoria da universidade não toma medidas contra atrasos de salários e benefícios, o desrespeito aos direitos trabalhistas e a perseguição sindical, corremos o risco de que uma situação dessa gravidade se torne parte da política institucional. Não se pode ser conivente com esses abusos", defende Fábio dos Santos, coordenador geral do Sintufs.

Após reforçar informações e apresentar novos dados levantados desde que iniciou os procedimentos jurídicos, a Coordenação Executiva destaca ainda que a assessoria jurídica irá fazer a análise se os trabalhadores demitidos arbitrariamente estão com os direitos trabalhistas devidamente em dia, como o pagamentos de férias vencidas, proporcional do 13º, depósito do FGTS, entre outros pagamentos.