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ELEIÇÕES 2018

Sindicatos organizam campanha contra parlamentares que votaram na PEC do Teto de Gastos

Data de Publicação: 01/10/2018

Para coordenação executiva do Sintufs e Sinasefe, fazer campanha eleitoral em torno da Universidade e do Instituto Federal tendo votado na EC 95 constitui “moeda de troca”

 “Não vote em quem vota contra trabalhador”. Esta é a frase estampada na campanha publicitária do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) e do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Sergipe (Sinasefe), contra os parlamentares sergipanos que votaram em favor da Emenda Constitucional 95, a PEC do Teto de Gastos. Votada e aprovada pelo Congresso Nacional em 2016, a Emenda Constitucional 95 prevê o congelamento do orçamento em áreas sociais pelos próximos 20 anos.

Os deputados Jony Marcos (PRB), Fábio Mitidieri (PSD), Adelson Barreto (PR), Fábio Reis (PMDB) e Laércio Oliveira (PP) disputam a reeleição para a Câmara Federal. O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e o deputado André Moura (PSC) disputam uma vaga para Senado e o senador Eduardo Amorim (PSDB) disputa o cargo de governador do Estado nas eleições de 2018. Os oito parlamentares votaram a favor da emenda que prevê o sucateamento da educação e da saúde públicas nas próximas décadas.

Moeda de troca não!

Boa parte dos parlamentares que votaram na Emenda Constitucional 95, em momento de campanha eleitoral, se utiliza das emendas parlamentares destinadas às instituições públicas para angariar votos no pleito de 2018. Para Bryanne Araújo, coordenadora geral do Sintufs, esta relação pode ser encarada como “moeda de troca” e deve ser reprovada em público. “O parlamentar aprova o sucateamento da UFS e depois vem fazer campanha dizendo que destinou emenda parlamentar pra universidade? Emenda parlamentar é dinheiro público, não é nenhum favor que os deputados e senadores fazem. Emenda Parlamentar tem sua importância, mas o que estes deputados fizeram com a Emenda Constitucional 95 foi desidratar os recursos da Universidade, eles devem responder por isso no momento da eleição”, frisou.

Gutierre Ferreira, coordenador geral do Sinasefe, ressalta que a população sergipana precisa estar a par da votação que ele intitula como “excrecência”. “Os trabalhadores do IFS votaram em assembleia a necessidade de fazer campanha contra aqueles que aprovaram a retirada dos nossos direitos. Congelar investimento público é inadmissível, é uma excrecência, e devemos colocar este debate publicamente”, afirmou.

A campanha conta com sete outdoors espalhados pelos municípios de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.