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ASSEMBLEIA

Servidores da UFS aprovam estado de mobilização permanente

Data de Publicação: 03/10/2018

Em assembleia na manhã desta quarta, trabalhadores técnico-administrativos seguem mobilizados contra Instrução Normativa do MPDG

Uma manhã chuvosa e cinza no Campus Aloisio Campos, São Cristóvão. Nesta quarta-feira (03) o Hall da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe acolheu a assembleia geral extraordinária dos servidores técnico-administrativos da instituição, convocada pela coordenação executiva do Sintufs na primeira segunda-feira de outubro. Dentre as principais deliberações, a categoria apontou estado de mobilização permanente contra a Instrução Normativa 02/2018 do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) e seguirão acompanhando a articulação junto à Fasubra e diálogos com a administração universitária.

Em meio à chuva grossa que caia sem perdão, ao orvalho do Campus e sob a vigilância do mural do pintor sergipano Jenner Augusto, os trabalhadores discutiram a conjuntura nacional e local, ouviram informes da Fasubra, as resoluções do 8º CONSINTUFS ocorrido na semana anterior. A categoria aprovou uma moção de repúdio à TV Sergipe pela condução antidemocrática no debate entre candidatos a governador ocorrido nesta terça (02), referendou a campanha organizada em conjunto com o Sinasefe, contra os parlamentares que votaram a favor da PEC de Teto de Gastos em campanha no pleito de 2018, além de reforçar a participação no ato intitulado #EleNão no último sábado (29/09) e a campanha contra o candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL).

IN 02/2018

Pouco mais de 50 servidores participaram do encontro, debateram os dilemas da categoria e deliberaram os próximos passos para a defesa de seus direitos. No ponto principal da assembleia, foi lida na íntegra a Instrução Normativa 02/2018 MPDG publicada em 12 de setembro, além do relatório da assessoria jurídica da Fasubra. A IN 02/2018 visa estabelecer o enrijecimento do ponto eletrônico, não leva em conta a diversidade e especificidades da categoria – como o exemplo dos trabalhadores do Hospital Universitário - não respeita a autonomia universitária, carrega consigo dispositivos inconstitucionais, semeia insegurança jurídica, reforça o poder das chefias nos locais de trabalho e prevê compensação de horas para atividades sindicais.

Em reunião junto à Reitoria na última terça-feira (02), a coordenação executiva do Sintufs foi comunicada que a administração acadêmica se reunirá com a Pró-reitora de Gestão de Pessoas (Progep) nos próximos dias para deliberar sobre os pontos previstos na IN 02/2018. A depender do resultado por parte da administração universitária, a categoria deve apontar as providências necessárias para garantir a dignidade de seus postos de trabalho e a  autonomia universitária.

PLANO DE LUTAS

Na assembleia foi comunicada a próxima assembleia da categoria, que ocorrerá no dia 09 de outubro, na próxima terça-feira, às oito horas no auditório da Didática 6. Na oportunidade os servidores devem aprovar o Plano de Lutas da categoria para o próximo período, além de encaminhar as próximas ações no tocante ao combate à IN 02/2018.