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ASSEMBLEIA

Assembleia aprova Plano de Lutas

Data de Publicação: 09/10/2018

Dentre as medidas aprovadas, categoria organizará campanhas de acessibilidade, a luta contra as reformas de Temer e encaminha voto contra Bolsonaro no segundo turno de 2018

Na manhã desta terça, 9, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe aprovaram o plano de lutas, documento que orienta as principais ações e campanhas da categoria no próximo período, independente da gestão que assumirá a Coordenação Executiva do Sintufs em janeiro de 2019. Boa parte das ações foi encaminhada no VIII CONSINTUFS, ocorrido entre os dias 26 e 28 de setembro.

A assembleia foi aberta com informes da Coordenação Executiva do Sintufs, seguido de informes da Direção Nacional da Fasubra, encaminhados pela coordenação geral da entidade presente na assembleia, Vânia Gonçalves. O Seminário de Mulheres da Fasubra, que estava previsto para os dias 19,20 e 21 de outubro em Brasília, foi adiado em virtude dos atos nacionais contra a ditadura, a  violência e o fascismo nas eleições 2018. Logo após os informes ocorreu uma breve análise de conjuntura, momento em que a categoria fincou posição contra o avanço conservador e a ameaça representada pela candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL).

Plano de Lutas

Dentre as ações aprovadas, ganham destaque a luta contra a Reforma Trabalhista, para a eminência de votação da Reforma da Previdência, a revogação da Emenda Constitucional 95 – a PEC do Teto de Gastos – a terceirização irrestrita, a mobilização nacional em torno da Instrução Normativa 02/2018 do Ministério do Planejamento, dentre uma série de ataques orquestrados pelo Governo Temer contra os serviços e instituições públicas. O plano também ressalta a unidade dos servidores públicos federais e das centrais sindicais nos embates contra as reformas de Temer.

O plano também defende o reforço da carreira dos servidores do Regime Jurídico Único (RJU), os direitos dos celetistas – empregados públicos e terceirizados – a luta pela flexibilização das 30 horas  para toda a categoria, a isonomia para cargos que desempenham as mesmas funções, a reposição salarial do período entre 2015 e 2017, data-base para todos os trabalhadores do serviço público, dentre outras questões. O plano também prevê a exigência de concurso público para suprir o déficit atual de mil servidores, políticas de combate ao assédio moral e sexual, além da democratização dos registros de frequência.

Acessibilidade e combate às opressões

O documento também contempla a demanda da comunidade acadêmica Portadora de Necessidades Especiais (PNE). Foram aprovadas campanhas pelo respeito ao piso tátil da UFS, sobretudo nas imediações do Resun, o respeito à exclusividade dos banheiros voltados às PNE´s, a constituição de uma comissão de trabalhadores e trabalhadoras PNE´s para deliberar e encaminhar ações para o segmento, manutenção periódica da estrutura arquitetônica da  universidade, adequação da estrutura física da sede social do Sintufs, melhoria na iluminação da UFS, adequação ao ponto eletrônico, dentre  outras demandas.

A divulgação do projeto Universidade Cidadã, formulado pela Fasubra, está prevista no documento, além da defesa de isonomia no vencimento de ativos, aposentados e pensionistas. Foi aprovada a construção do Encontro Anual dos Aposentados e Pensionistas do Sintufs, além de um programa de preparação para aposentadoria e ações de visibilidade ao segmento.

Caberá à Coordenação Executiva do Sintufs solicitar à PROGEP o censo de trabalhadoras mulheres, pessoas trans, negros e negras da universidade, constituir uma comissão específica de negros e negras para debater e encaminhar ações de combate ao racismo institucional, a luta por paridade nos cargos de gestão da UFS e a paridade de gênero nas atividades do sindicato. Além disso, a categoria deverá lutar pela priorização na atenção e acompanhamento às denúncias feitas na Ouvidoria da UFS relacionadas ao assédio sexual e moral, sexismo, homofobia, racismo, sendo realizada uma apuração rigorosa desses casos, incluindo a cobrança de ações efetivas pela Comissão Institucional criada para averiguação das denúncias dessa natureza.

Você pode ver o Plano na íntegra aqui.

Voto 13 contra o neofascismo

A categoria aprovou, por unanimidade, o encaminhamento para o voto 13 no segundo turno das eleições de 2018, tendo em vista a ameaça apresentada pela candidatura neofascista de Jair Bolsonaro (PSL). “Não se trata de um apoio ao partido ou ao candidato, mas a luta contra o que há de mais retrógrado e ameaçador neste momento”, ressalta Wagner Vieira, coordenador de comunicação do Sintufs. A assembleia também cobrou uma posição formal na administração acadêmica sobre a campanha eleitoral e repudiou o ataque ao ex-estudante de Teatro da UFS, Raul Henrique, atacado covardemente por eleitores e simpatizantes de Jair Bolsonaro no município de Poço Verde no último domingo, 7.

Logo após o término da assembleia, a categoria comemorou o aniversário do Coordenador de Cultura e Lazer do Sintufs, José Eleutério dos Santos, mais conhecido como “Zé Maruim”, além de organizar uma reunião ampliada da Fasubra para debater os encaminhamentos do processo eleitoral da entidade.