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8M

Dia Internacional da Mulher ocupará as ruas de Aracaju

Data de Publicação: 07/03/2019

Mulheres marcharão por diversos pontos da capital sergipana contra a violência, o racismo e a Reforma da Previdência

 

 

 “Marielles, Margaridas, Yasmin´s e Laysas: livres da violência, do racismo, em defesa da aposentadoria”. No dia 22 de fevereiro ocorreu, na sede da CUT-SE, a reunião preparatória do ato unificado do 8 de Março (8M), Dia Internacional da Mulher. 

A concentração será em frente à Alma Viva Brasil, no Bairro Industrial, a partir das 9h. As mulheres da ocupação Beatriz Nascimento, do MTST, caminharão pelo bairro do Japãozinho a partir das 6h e marcharão até a concentração do ato, que deve seguir até o INSS, com paradas na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Será entregue uma carta-manifesto das mulheres sergipanas ao governador Belivaldo Chagas (PSD) e sua vice, Eliane Aquino (PT).

A coordenadora geral do Sintufs, Juliana Cordeiro, ressalta a diversidade e multiplicidade das pautas levantadas no 8M.  "A não violência e a luta contra a Reforma da Previdência são os temas centrais do movimento, que contará com a autonomia de cada organização para apresentar as diversas bandeiras.”

MARIELLES, MARGARIDAS,YASMINS E LAYSAS

A vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março, sob forte suspeita de envolvimento das milícias cariocas no atentado. A trabalhadora rural e sindicalista Margarida Alves foi assassinada no município de Alagoa Grande- (PB) a mando dos latifundiários da região em 1983. Yasmin Costa era estudante de Física da UFS e foi esfaqueada pelo ex-”companheiro” em 10 de abril de 2017. Laysa Fortuna, mulher trans, foi assassinada a facadas no dia 19 de novembro de 2018 por um simpatizante de Jair Bolsonaro.

BANDEIRAS

Dentre as pautas elencadas, destacam-se: a luta contra o machismo, o racismo e a lesbobitransfobia; contra o aumento do feminicídio, contra o aumento do desemprego, da precarização do trabalho e da terceirização. O 8M segue em favor da saúde das mulheres; das questões das mulheres do campo e ribeirinhas; em defesa do Rio de São Francisco; das liberdades democráticas; defesa da educação pública e de qualidade. A pauta segue contra a privatização SUS, contra a privatização da Fafen-SE e em apoio à greve mundial das mulheres.

A reunião aprovou também a construção de um fórum permanente de mulheres. A ideia é dar seguimento às questões apontadas na construção do 8M, como a realização de audiências públicas e ações de visibilidade.

Com informações da Adufs