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14M

Manifestantes vão às ruas por Marielle Franco nesta quinta-feira

Data de Publicação: 12/03/2019

Manifestação é parte do calendário internacional em defesa da vereadora assassinada em 2018, atividades políticas, culturais e ecumênicas ocorrem na capital sergipana

Quem matou Marielle Franco e Anderson Gomes? Quem mandou matar? As indagações seguem sem resposta a exatos 365 dias completos nesta quinta-feira (14), quando a ex-vereadora do PSOL e seu motorista foram atingidos por nove tiros de fuzil na região central da capital carioca, fato que gerou comoção nacional e internacional.

Para rememorar e reivindicar justiça para a ex-vereadora e seu motorista, uma serie de coletivos, sindicatos, partidos políticos, mandatos populares e movimentos sociais se reuniram na última segunda-feira (11) para organizar a manifestação desta quinta-feira na capital sergipana. A concentração do ato ocorrerá na Câmara de Vereadores de Aracaju a partir das 15h, e contará com uma série de ações ecumênicas de lideranças religiosas, além de um ato político-cultural com artistas sergipanos. Atrações como Anne Carol e Jaque Barroso, Manu Caiane, Pérola Negra e MC Negratcha marcam presença na ação em memória de Marielle, dentre uma série de artistas que se somam a cada momento para compor o ato em solidariedade.

EU SOU PORQUE NÓS SOMOS

O ato tem por objetivo dialogar com a população do Centro de Aracaju sobre o quadro de perseguição, violência e ausência de direitos em torno do assassinato de Marielle. Juliana Cordeiro, coordenadora geral do Sintufs, esteve presente na reunião e ressaltou a importância do ato unitário em memória de Marielle.

 “É simplesmente absurdo termos uma parlamentar assassinada com 4 tiros de fuzil na cabeça e nenhuma autoridade, seja a Polícia Federal, seja a Polícia Civil ou o Ministério Público, se pronunciar concretamente sobre o caso. Se as ditas autoridades não cumprem o seu papel, nós cumpriremos o nosso indo às ruas em memória de Marielle. É por todas as mulheres negras assassinadas neste país”, frisou.

As manifestantes aproveitam a oportunidade para cobrar ações de garantia à vida das mulheres, da população negra das periferias da capital sergipana. Uma das frases mais proferidas pela ex-vereadora é o ensinamento de origem Ubuntu: “Eu sou porque nós somos”. O ato terá início às 15h.