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ATO PÚBLICO

“Quem não pode com a UFS, não assanha o formigueiro!”

Data de Publicação: 07/05/2019

Ato em defesa da Educação Pública reúne mais de mil pessoas na Praça da Democracia

Com informações de Adufs. Imagens: Henrique Maynart ( Ascom / Sintufs)

São Cristóvão, 6 de maio de 2019. Universidade Federal de Sergipe, Campus Aloisio Campos. Praça da Democracia, sem número.  A Praça da Democracia se fez valer e virou palco de uma grande manifestação em defesa da UFS, da educação pública e dos direitos sociais nesta segunda-feira (6).

Mais de mil pessoas se reuniram sob o entardecer alaranjado do Campus São Cristóvão para repudiar o corte de 30% da verba das universidades públicas federais, além das mentiras sobre os dados de pesquisa e pós-graduação da UFS, proferidas do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em cadeia nacional pela Globo News. 

Estavam presentes, além da diretoria de Sintufs e Adufs, entidades que convocaram o ato (3), coletivos estudantis como o RUA e o Afronte!, centros acadêmicos, professores e servidores técnicos dos diferentes setores da universidade, representantes de sindicatos, de centrais sindicais e mandatos parlamentares. 

 A imprensa chegou em peso para cobrir a manifestação. Para ver a matéria do SETV 2ª Edição, noticiário da Tv Sergipe, clique aqui.

Bolsonaro quer derrotar a educação

Os cartazes deram cor à Praça da Democracia em uma grande coluna ao fundo do palco. Frases em defesa da educação, pelos direitos sociais, pluralidade na comunidade acadêmica, do conhecimento científico, diversidade de gênero, entre muitos outros. "Bolsonaro é inimigo da educação", "Balbúrdia é o governo”, “sem arte não se vive”.

PMuitas falas se seguiram à medida em que o sol escorregava sob as costas do Rosa Elze. A professora Ana Lúcia, ex-parlamentar e liderança do Sintese, a professora Sônia Meire, da direção nacional do ANDES-SN, e Linda Brasil, mestranda da UFS e militante da CasAmor, levantaram o ânimo da estudantada que formigava a praça de gente e balbúrdia. A coordenadora do Sintufs, Bryanne Araújo, chamou a manifestação para um “pisa ligeiro”, que quem não pode com a UFS não assanha o formigueiro.

O presidente da Adufs, Airton Souza, e o coordenador-geral do Sintufs, Wagner Vieira, abriram o ato. Eles ressaltaram os cortes de verba na educação, apontaram os ataques do governo ao movimento sindical – como a Medida Provisória  873, que acaba com a contribuição sindical na fonte - e sobre a luta contra a Reforma da Previdência.

A educação vai derrotar Bolsonaro

“Unificou, unificou! É estudante junto com trabalhador!” O ato seguiu noite adentro reunindo gerações e discursos que nunca haviam se encontrado na luta, para desembocar num "catracaço" com direito a jogral no Terminal de Integração da UFS.

Ao final do catracaço, foi feito o chamado para a construção do Dia Nacional de Paralisação da Educação, 15 de maio, e da greve geral em defesa da aposentadoria que vai unificar todas as centrais sindicais no dia 14 de junho. 

A Universidade está acesa, disposta e não pretende recuar da luta por seus direitos. A mobilização seguirá na resistência contra os cortes de 30% nas verbas de custeio, que afetará fatalmente os cerca de 800 trabalhadores terceirizados da UFS, não aceita mordaça nem coronel. O formigueiro da educação está armado.