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15M NA UFS

Fechando ruas, abrindo caminhos

Data de Publicação: 15/05/2019

Manifestantes bloqueiam entrada de veículos da UFS e trechos da Avenida Marechal Rondon

Paralisar: ação ou efeito de paralisar, interrupção de uma atividade, parada, suspensão. À luz da contradição na defesa de nossas  vidas, é necessário paralisar para manter-se em movimento, cruzar os braços para descruzar os caminhos da educação pública, interromper para seguir. As ruas de Paris em maio de 1968 - mês e ano da fundação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) - já preconizavam que “barricadas fecham ruas, mas abrem caminhos”. Assim foi na manhã desta quarta-feira (15) Dia do Assistente Social, na entrada de veículos do Campus São Cristóvão.

A ação teve início por volta das 6h20, amontoando faixas, bandeiras e gente preocupada com o corte de 47% no orçamento da UFS, única Universidade Pública do estado de Sergipe. Militantes do Sintufs, Adufs, Coletivo Afronte, UJR, residentes do Hospital Universitário, representantes da CSP- Conlutas, CUT, CTB e Frente Povo Sem Medo (FPSM) comiam as frutas e sucos do café da manhã montado, o café demorou a chegar.

“Enquanto os cortes não forem revogados, seguiremos nas ruas. Hoje é um dia de Paralisação Nacional, com setores da educação pública que vai da Universidade, Institutos Federais, Ensino Médio, Fundamental das redes municipais e estaduais, e seguiremos em luta até a revogação dos cortes”, afirmou Wagner Vieira, coordenador geral do Sintufs. A paralisação nacional foi convocada pela Fasubra, Andes, Sinasefe, ANPG, CNTE, UNE, Ubes e Fenet.

Logo após o café, os manifestantes seguiram em direção à Avenida Marechal Rondon e fizeram um breve trancamento dos dois sentidos, no sentido de dialogar com a sociedade sobre os impactos dos cortes previstos pelo Ministério da Educação para o cenário sergipano. “Não faremos um trancamento permanente, estamos paralisando para que o Governo não feche a Universidade”, ressaltou Juliana Cordeiro, coordenadora geral do Sintufs.

A paralisação nacional ocorre em 21 estados do país, além do Distrito Federal. Logo mais, a partir das 14h, os manifestantes participam de um grande ato unitário juntamente com trabalhadores do IFS, professores das redes estadual e municipais, estudantes e demais servidores. Seguir fechando ruas e abrindo caminhos contra os cortes do Governo Bolsonaro.

Quem não pode com a UFS, não assanha o formigueiro.