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12 DE JULHO

Manifestantes voltam às ruas contra a Reforma da Previdência

Data de Publicação: 10/07/2019

Ação é parte do calendário nacional de mobilizações. Texto da reforma deve passar pela primeira votação nesta quarta-feira (10)

Na tarde desta sexta-feira, 12, centrais sindicais e fóruns de mobilização organizam mais um dia nacional de luta em defesa da aposentadoria e contra a famigerada Reforma da Previdência. Em Aracaju os manifestantes se encontrarão no Calçadão da  João Pessoa, ao lado da Caixa Econômica Federal, para hastear palavras de ordem, coletar assinaturas contra a PEC 06/2019 e dialogar com a população aracajuana sobre os impactos da reforma no outono de suas vidas.

A manifestação contará com uma série de atividades lúdicas e culturais, com apresentações de repentistas e exibição de filmes no miolo da Praça. “Precisamos seguir dialogando com a população e acumulando forças contra esta Reforma. Os atos dos dias 15 e 30 de maio trouxeram milhares de pessoas nas ruas em defesa da Educação, a Greve Geral em 14 de junho colocou a Previdência no centro do debate, precisamos seguir para barrar esta reforma”, afirmou Wagner Vieira, coordenador Geral do Sintufs.

Mobilização Nacional

A mobilização é parte de uma agenda nacional de mobilizações, plenárias e atos contra a reforma em todo o país. Está marcado um grande ato em Brasília (DF) no período da manhã, intitulado “Educação, Emprego e Aposentadoria”. A manifestação foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e contará com a adesão de diversos setores da educação pública, com destaque para a Fasubra, Andes, Sinasefe e CNTE.

Dentre os pontos mais criticados da proposta, destacam-se o aumento do tempo de contribuição e a retirada da matéria do texto constitucional, fazendo com que o Congresso precise apenas de uma maioria simples para fazer mudanças na aposentadoria do brasileiro.

Trâmite da Reforma

Apesar dos protestos de diversos setores da sociedade civil, o texto da Reforma deve passar pela primeira votação nesta quarta-feira (10) na Câmara dos Deputados. No afã de garantir o quórum para a votação, o Poder Executivo liberou nesta semana cerca de R$ 1 bilhão em emendas do Orçamento da União. A bancada do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) descobriu que a medida configura Crime de Responsabilidade, uma vez que a ação desrespeita a Lei Orçamentária. Entenda a polêmica na íntegra aqui.