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PARALISAÇÃO

Braço cruzado, UFS parada!

Data de Publicação: 06/10/2019

Relato do primeiro dia da paralisação nacional da Educação em Sergipe

A primeira quarta-feira de outubro teve sol, chuva e greve. Braço cruzado, UFS parada. A militância do Sintufs organizou uma panfletagem na entrada de veículos do Campus São Cristóvão, no conjunto Rosa Elze. A paralisação de 48 horas é organizada pela Fasubra, Andes, Sinasefe, UNE e sindicatos de base. Em Sergipe, a paralisação contou com a participação dos professores das redes municipais e estadual.

Diferente de outras oportunidades, nenhum setor da instituição realizou trancamento dos portões e o fluxo seguiu como esperado. Foi organizado um grande café da manhã  a partir das 8h30 , no Hall do Restaurante Universitário (Resun) que segue fechado. Café, pão com mortadela, bolo e alongamento. A coordenadora do Sintufs, Luana Seraphim, organizou uma oficina de alongamento com todos os presentes, proporcionando integração, qualidade de vida e consciência corporal.

Corpos alongados, é hora de música. A cantora Lari Lima agitou o esqueleto dos presentes com canções autorais, além de releituras de Luedy Luna, Elza Soares, Jorge Bem, Belchior e Bia Ferreira. Sem música a vida seria um erro, Nietche segue coberto de razão.

AUTONOMIA OU AUTOMAÇÃO?

No período da tarde ocorreu, no auditório da Adufs, uma roda de conversa sobre autonomia universitária com o professor Carlos Eduardo Siqueira, do Departamento de Direito da UFS. “Autonomia requer consciência da função que lhe foi delegada, no caso dos reitores e pró-reitores. Não se exerce autonomia sem consciência tanto dos trâmites quanto do financiamento da Universidade. Sem isso, não haverá qualquer autonomia”, afirmou o professor.

AMANHÃ VAI SER MAIOR

As ações da paralisação nacional seguem a todo vapor. Na manhã desta quinta-feira (3) a militância do Sintufs chega junto nas primeiras horas da manhã para reivindicar direitos dos trabalhadores da Ebserh, empresa que administra o Hospital Universitário (HU) como a regularização do adicional de insalubridade, dentre outras questões.

No período da tarde, a partir das 14h no palácio de Despachos, acontece o ato unificado de todas as categorias paralisadas, junto a movimentos sociais, centrais sindicais e frentes de mobilização.