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COVID 19

Sintufs denuncia irregularidades do Hospital Universitário ao MPT

Data de Publicação: 26/03/2020

Ausência de treinamento, equipamentos de proteção, higienização e assédio moral constam na lista do sindicato ao Ministério Público do Trabalho. Nem servidores em tratamento de câncer são liberados

A Coordenação Executiva do Sintufs acionou o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT) na noite da última quarta-feira (25), em virtude de uma série de irregularidades encontradas no Hospital Universitário de Aracaju, no tocante à integridade física dos usuários, trabalhadores e trabalhadoras do hospital frente às recomendações e protocolos de combate e prevenção ao Coronavírus (Covid-19).

Dentre as irregularidades denunciadas, destacam-se a ausência de treinamento especializado  para a maioria do pessoal, a ausência de Equipamento de Proteção Individual (EPI), além da ausência de higienização do ponto biométrico cobrado pela Superintendência.

 Como se não fosse pouco, o Sintufs atesta a não liberação de funcionários e funcionárias que constam no grupo de risco do Covid-19- lactantes, imunodeficientes ou com doenças preexistentes crônicas ou graves – além dos funcionários e funcionárias lotadas em serviços não essenciais do HU. De acordo com informações apuradas pelo Sintufs, existem inclusive servidores em tratamento de câncer que não foram liberados do serviço.

“Entramos em contato com a administração acadêmica para dirimir estas questões, mas não obtivemos êxito. Os gestores do HU estão exigindo que a doença do servidor e da servidora esteja “descompensada” para liberação, mas o Comitê de Enfrentamento ao SARS/COVID-19 da UFS sequer utiliza este termo ou condição. Quer dizer, a gestão do HU espera que a doença, que o câncer esteja em estado crônico para liberá-lo? Assim não da. Só nos restou acionar o Ministério Público para uma intervenção que corrija estas irregularidades”, afirmou Wagner Vieira, coordenador Geral do Sintufs.

ASSÉDIO MORAL

Ainda de acordo com denúncias recebidas pelo Sintufs, a situação do HU Aracaju se agrava  em meio a uma série de denúncias de assédio moral praticados pelas chefias do Hospital, além da ausência de isonomia do ponto biométrico junto aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas.

“É uma situação absurda é não podemos admitir. O Hospital Universitário deveria ser a primeira referência no cumprimento dos protocolos emitidos pelo Comitê de Enfrentamento ao SARS/COVID-19 da UFS, portarias e instruções normativas emitidas na semana anterior. E ainda, como se não fosse pouco, você lida com parte das chefias assediando os funcionários e funcionárias a arriscarem suas vidas todos os dias. Isso a gente não tolera”, afirma Wagner.

O Sintufs seguirá fiscalizando as condições de trabalho e o devido cumprimento das portarias e instruções normativas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no decorrer da quarentena. O protocolo da denúncia é 000445 2020 20.000-6.