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LGBTFOBIA

Pelo Respeito Inalienável à Vida e à Dignidade

Data de Publicação: 17/05/2024

Hoje, 17 de maio, foi instituído o Dia Internacional Contra a LGBTfobia, uma data crucial para refletir sobre a realidade enfrentada pela comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil e no mundo.

Apesar de alguns avanços, o Brasil continua a ser o país que mais mata pessoas LGBTQIAPN+, de acordo com os dados do Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ divulgados no ano passado, que revelam uma média de um óbito a cada 38 horas. Além desses números alarmantes, há casos significativos de subnotificação, o que agrava ainda mais a situação.

A violência contra a comunidade vai muito além dos homicídios. Existem inúmeras formas de agressão lgbtfóbica que não resultam em morte, mas destroem vidas de maneiras igualmente cruéis. Preconceitos velados, por vezes disfarçados de "brincadeiras”, piadas preconceituosas, o não respeito ao uso correto dos pronomes, são alguns dos fatores que questionam a dignidade e a humanidade dessas pessoas, perpetuando um ciclo de marginalização e exclusão. Esses atos violentos estão presentes em diversos ambientes, incluindo escolas, locais de trabalho, famílias e serviços públicos. Qualquer ambiente majoritariamente heteronormativo torna-se opressor para a comunidade, criando barreiras que cerceiam direitos fundamentais.

A população LGBTQIAPN+ não quer ser reduzida a números frios ou à mera sobrevivência. Elas/eles/elus clamam pelo direito de viver plenamente, com dignidade, e por um reconhecimento igualitário de seus direitos. Para isso, é imperativo que se desenvolvam e implementem políticas públicas eficazes que protejam e promovam esses direitos. Além disso, se faz de extrema importância e urgência que se tenha também uma fiscalização rigorosa para garantir que essas políticas para que não permaneçam apenas no papel, mas sejam efetivadas na prática.

A luta contra a LGBTfobia não é apenas uma questão de representatividade. A comunidade busca igualdade real, deseja ocupar os mesmos espaços sociais e usufruir de todos os direitos que são concedidos aos demais cidadãos. Esta é uma luta por justiça e dignidade, e cada um de nós tem um papel a desempenhar nesse processo.

Nesta data, o Sintufs reafirma seu compromisso com a erradicação de todas as formas de violência e discriminação contra a comunidade LGBTQIAPN+. Juntas/juntes/juntos, devemos construir uma sociedade onde todos possam viver livres de medo e preconceito, onde cada indivíduo tenha garantido o seu direito à vida, à dignidade e à igualdade.