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Técnico-administrativos lotam assembleia: AGORA É GREVE!
Data de Publicação: 21/05/2015
Parecia pouco - e não estamos falando de poucos trabalhadores. Parecia pouco o espaço para alojar tantos técnico-administrativos em educação (TAEs) presentes na Assembleia desta quinta, dia 21, para juntos e de forma consensual decretarem: AGORA É GREVE.Seguindo o calendário nacional da categoria, a partir de 28 de maio os TAEs da UFS irão parar as atividades de trabalho e irão à LUTA!
Parecem poucos - para alguns - os motivos que forçam os trabalhadores a decidirem por mais uma greve. Os técnico-administrativos representam uma categoria quase exterminada com a privatização e terceirização dos governos FHC (PSDB) e dos governos Lula e Dilma (ambos do PT), apesar de o atual governo adotar a "pátria educadora" como peça publicitária do governo. São pedagogos, psicólogos, assistentes sociais, assistentes administrativos, enfermeiros, bibliotecários, profissionais de manutenção, informática, técnicos em laboratórios, de LIBRAS, enfim, uma extensa gama de profissões que fazem com que o ensino, a pesquisa e extensão na universidade PÚBLICA aconteçam para professores, estudantes e comunidade. Diante tentativa de extermínio de suas funções, somos a categoria que mais faz a luta e greves em defesa do caráter público e na busca por uma educação de qualidade da educação e de seus trabalhadores. É uma luta, no momento, contra o ajuste fiscal e as medidas provisórias do Governo Dilma que retiram direitos, além de cortes de verbas para a educação. Uma luta contra o Projeto de Lei nº 4330, o PL da terceirização total do congresso conservador de Eduardo Cunha e Renan Calheiros (ambos do PMDB). Uma luta por melhorias na carreira dos TAEs. Por isso essa Greve será FORTE e será NACIONAL.
Pareceria pouco o desrespeito da "pátria educadora", mas esse desrespeito também encontra ressonância na Reitoria da Universidade Federal de Sergipe, que insiste em desobedecer a Resolução que concede aos TAEs o direito à Flexibilização da Jornada, mesmo que essa tenha sido aprovada no Conselho Superior (CONSU) há mais de um ano. Um desrespeito aprofundado na situação degradante que enfrentam os trabalhadores do Hospital Universitário (HU/UFS). Essa, que talvez fosse a maior extensão direta da UFS para com a comunidade mais carente e necessitada de serviços públicos de qualidade, tem trabalhadoras e trabalhadores jogadas e jogados ao limbo da insegurança trabalhista e descontrole total das atividades na área da saúde. A responsabilidade por esse caos é de uma empresa "pública": a gestão da EB$ERH, que concedeu R$ 4 milhões em gratificações durante primeiro ano de atividade e deixa faltar R$ 20 mil para compras de seringas, luvas e demais insumos básicos para atendimentos de baixa, média e alta complexidade em uma unidade importante que é um hospital-escola.
O que nos parece pouco, de pouco em pouco não nos parecerá nada! E este nada custará nosso direito efetivo à educação, à saúde pública e aos nossos direitos trabalhistas. Ou alguém acredita que, com a precarização do serviço público, a iniciativa privada não virá acompanhada com mais superexploração?Quem tem dúvidas, que pergunte aos trabalhadores terceirizados, que andam uniformizados pelas empresas, mas desrespeitados cotidianamente com baixos salários e negação de direitos. Para que o serviço público tenha condições efetivas de existência, teremos que resistir. Aos que sentem isso na pele e acreditam que temos muito a ganhar na LUTA, há pouco a perder. Vamos juntos aderir a essa Greve que ela é pela Educação Pública Brasileira.
