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ELEIÇÕES
O que está em jogo para os TAEs no segundo turno das eleições
Data de Publicação: 05/10/2026
Salário, carreira, benefícios e direitos dos servidores federais também são atravessados pelas escolhas políticas feitas no país. Neste segundo turno das eleições, olhar para a história ajuda a compreender como diferentes períodos repercutiram na vida funcional dos/as TAEs.
Entre 2003 e 2010, foram abertas novas possibilidades de diálogo com o funcionalismo. A criação da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), em 2003, foi seguida por mudanças importantes para os TAEs, como a instituição do PCCTAE, em 2005, a regulamentação do Incentivo à Qualificação (IQ), no ano seguinte, e posteriores reestruturações da carreira.
Anos de congelamento
Entre 2019 e 2022, o cenário foi outro, sem reajuste salarial geral para os servidores federais e sem uma reestruturação negociada do PCCTAE. Ao mesmo tempo, a inflação acumulada entre 2017 e 2022 chegou a cerca de 31%, aprofundando as perdas no poder de compra.
O congelamento também atingiu os benefícios, já que o auxílio-alimentação permaneceu em R$ 458 entre 2016 e 2022, enquanto a assistência pré-escolar ficou em R$ 321 até 2023.
Negociação e mobilização
Com a retomada da MNNP, em 2023, houve reajuste linear de 9% e o auxílio-alimentação passou para R$ 658. No ano seguinte, a greve nacional dos TAEs pressionou o governo pela reestruturação do PCCTAE e terminou com um acordo que estabeleceu mudanças reivindicadas pela categoria.
Em 2025, os TAEs tiveram reajuste de 9%, alterações na estrutura da carreira e redução do interstício da progressão por mérito de 18 para 12 meses, enquanto, em 2026, uma nova parcela de 5% foi incorporada aos vencimentos. O período também marcou a conquista do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), reivindicação construída nas mobilizações da categoria e regulamentada neste ano.
Os benefícios acompanharam esse movimento: o auxílio-alimentação chegou a R$ 1 mil em 2024, R$ 1.175 em 2025 e R$ 1.192 em 2026, enquanto a assistência pré-escolar passou para R$ 484,90 em 2024 e R$ 526,34 neste ano. A saúde suplementar também teve suas tabelas atualizadas.
Escolhas que chegam à nossa carreira
Essa trajetória mostra que as decisões tomadas no governo federal chegam diretamente ao cotidiano de quem trabalha no serviço público, seja na política salarial, na estrutura das carreiras ou na garantia de direitos. Também evidencia que nenhuma dessas conquistas pode ser dissociada da organização dos trabalhadores, das greves e da pressão exercida pelas entidades representativas.
Neste segundo turno, conhecer essa história ajuda a compreender o que está em disputa e a avaliar quais projetos estão abertos à negociação, à valorização das carreiras e ao fortalecimento do serviço público.
