Notícias
TERCEIRIZADOS
Empresa não paga salários e trabalhadores fazem manifestação
Data de Publicação: 17/12/2015
Após o fechamento da BICEN, foi feita uma passagem pelos setores onde havia trabalhadores da empresa e a insatisfação geral com a situação fez com que o contingente de trabalhadores terceirizados mobilizados só aumentasse. O destino final foi a Reitoria, onde, após fazerem manifestação com palavras de ordem pelos corredores, o Chefe de Gabinete do Reitor, Marcionilo de Melo, recebeu os representantes para uma reunião.
O informe é que, apesar de reconhecer o atraso do repasse de recurso por parte da UFS para a Real Service, o atraso foi feito de forma unilateral pela empresa, uma vez que a Lei de Licitação condiciona as empresas prestadoras de serviços terceirizados a pagarem em dia benefícios e salários mesmo com atraso no repasse de recursos por três meses (consulte na íntegra o texto da Lei de Licitações clicando aqui). Marcionilo destacou ainda que conversou com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Jesualdo Pereira Farias, para viabilizar o mais breve possível o repasse de recursos para, após encaminhá-los à empresa, que seja feita a devida compensação aos trabalhadores, que permanecem paralisados durante todo o dia de hoje, concentrados no Hall da Reitoria.PRECARIZAÇÃO
Mais uma vez, os trabalhadores terceirizados são penalizados por essa lógica imposta às Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que precariza as relações de trabalho. A terceirização avança nas universidades e os casos de injustiças com os trabalhadores se acumulam. O mais recente havia sido a demissão de um grande número de vigilantes em dezembro e em novembro os trabalhadores da mesma Real Service já se queixavam do atraso dos salários. Em setembro, uma reunião com trabalhadores terceirizados expôs um quadro constante de atrasos, irregularidades, cortes de salários e benefícios sem justificativa e perseguições de trabalhadores que se queixavam exigindo seus direitos. As denúncias foram levadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato acompanha a apuração das informações.
Apesar de não ter como parte de sua base estatutária os trabalhadores terceirizados, o SINTUFS na gestão 'Lutar para Avançar na Luta' se porta e sempre portará a favor dessa categoria por entender que, no contexto da luta contra o avanço desenfreado da terceirização na UFS e defender a realização de mais concursos públicos, os terceirizados merecem respeito e não ser penalizados pela lógica de exploração embutida na dinâmica do capital privado.


