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FIM DA GREVE

TAEs da UFS voltam aos trabalhos em seus setores na quinta, dia 8

Data de Publicação: 07/10/2015

Em Assembleia de Greve realizada na tarde de quarta, dia 7, os Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação (TAEs) da UFS ratificaram o indicativo de retorno às atividades laborais e voltam a executar os trabalhos em seus setores a partir da quinta, dia 8. A data segue a orientação da FASUBRA que, na reta final de negociações e assinatura do Termo de Acordo com o Governo Federal, sugeriu a data unificada para o retorno nas 66 instituições em que os técnicos estavam mobilizados no movimento paredista.

O Termo de Acordo prevê reajuste salarial de 10,8% parcelados em dois anos, além de acréscimos nos auxílios creche e alimentação e no valor per capita do plano de saúde.

"Não foi o reajuste que pedimos inicialmente, mas diante da postura intransigente do Governo Federal, que afirmou no início da Greve 2015 que não teria condições de conceder nenhum reajuste, consideramos que conseguimos arrancar esse índice por conta de intensa luta nesses quatro meses e meio de greve. Optamos por aceitar esse acordo para diminuir o alcance das perdas salariais", destaca Lucas Gama, presidente do SINTUFS.

PAUTA LOCAL

Agora a categoria irá se reorganizar para reivindicar os demais pontos da pauta específica, a exemplo da luta local em torno da implementação da jornada flexibilizada. Após diversas tentativas de protelamento por parte da gestão da UFS, e somente após intermediação do Ministério Público Federal (MPF), a jornada de 30 horas semanais deverá, finalmente, sair do papel e se implantada em caráter experimental em alguns setores específicos. Na terça, dia 13, haverá uma reunião entre o SINTUFS, a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e o próprio MPF para dar os encaminhamentos finais desse processo, bem como demais itens da pauta local e assinatura do Termo de Acordo entre a representação dos TAEs e a Reitoria da UFS.

Não foram dias fáceis. Se a Greve naturalmente apresenta dificuldades e desgastes, enfrentar os 133 dias da Greve mais longa da história da UFS só demonstra a disposição e poder de mobilização da categoria tanto localmente quanto nacionalmente. Saímos da Greve mas o estado de mobilização dos TAEs é permanente, sempre na luta por educação e saúde, públicas, gratuitas e de qualidade. Continuaremos a bradar sempre: NÃO DESISTIREMOS DA UFS!